Eu lembro da moça bonita, era a moça mais linda de toda a cidade. O jeito como ela movimentava o cabelo e o sorriso descontraído atraiam as atenções, o perfume provocava todos os sentidos enquanto as curvas do seu corpo preenchiam a mente com os desejos mais carnais. O caminhar era capaz de parar o trânsito e, o olhar, acelerar corações, no entanto, o que envolvia, conquistava e apaixonava era o seu conteúdo.

Aliás, as sem conteúdos que me perdoem, mas inteligência é fundamental.

E, quando eu digo isso, não me refiro a ter uma estante abarrotada de William Shakespeare, tampouco aplaudir ao término de um quase-interminável filme de Stanley Kubrick ou, até mesmo, se emocionar com a Bossa Nova de Vinicius de Moraes.

Espontânea, convicta de seus valores e simples – apesar de toda complexidade que uma mulher naturalmente carrega –  ela dizia ao mundo que se dane. Que se ame.

Mulheres inteligentes são fascinantes.

Talvez, essa frase soe um tanto quanto machista, mas, não deveria. Não confunda admiração com desrespeito, muito menos com pré-conceito. Numa sociedade tão sobrecarregada de pessoas – seja homem ou mulher – chatas e superficiais, quando encontro alguém com conteúdo, eu transcrevo mentalmente, quase inconsciente, Leminski:

Palmas pra ela que ela merece.

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