Diferenças. Falando de relações humanas, de quantas e inúmeras diferenças o mundo está composto? Somos diferentes por natureza. No gênero, na fisionomia, nas aptidões, forma de pensar, forma de agir. Quando não gostamos de determinada pessoa por ela ser diferente de nós, a solução é simples: se afastar. Mas, e quando gostamos dessa pessoa? E pior: quando gostamos muito dessa pessoa?

No começo, a paixão nos pega desprevenidos. Os encontros acontecem, as risadas vão surgindo e a intimidade começa a crescer. Os laços começam a ser criados, a saudade bate e quando você vê, está completamente feliz ao lado daquela pessoa.

O tempo vai passando e com a convivência, você percebe que nem tudo bate, porém nada sai da normalidade. Você não liga para esses detalhes.

Você está apaixonado.

Mais do que isso. Você percebe que começou a amar aquela pessoa, mesmo com as diferenças. O afeto que se cria supera naquele momento qualquer discordância. Às vezes você cria expectativas de atitudes que poderiam ser tomadas por parte dela. Aquilo te agradaria, mas não acontece. Pouco importa.

Você simplesmente a ama.

O relacionamento vai ficando cada vez mais sério e os planos começam a surgir:

– “Como você se imagina daqui a alguns anos?”
– “Quantos filhos você gostaria de ter?”
– “Você gosta mais de cachorros ou gatos?”

Você se depara até com expectativas como: a pessoa gosta mais de Game of Thrones ou Breaking Bad? (até porque, se pessoa não conhecer ou não gostar de nenhum dos dois, fuja. Ela não é desse mundo). Mas brincadeiras à parte, você começa a vislumbrar que aquela pode ser a pessoa que você quer passar o resto de seus dias.

Mas série nenhuma muda a situação.

Depois de inúmeras reflexões, você percebe que não são só os gostos e opiniões que diferem. São também os objetivos de vida. Você quer ir para o norte e ela para o sul. Você quer cidade e ela campo. O amor que você sente se abala. Você se pergunta se a pessoa te ama de volta. Será que é viável continuar a insistir em algo tão divergente? Como vamos levar um futuro juntos?

Mesmo assim, vale tentar.

Os esforços para que o relacionamento dê certo vêm dos dois lados, mas começa a surgir a intolerância e uma possível falta de paciência. Aí vêm as brigas. Brigas por qualquer motivo, por mais simples que sejam. A paciência se esgota e o respeito, aos poucos, vai deixando de ser o protagonista tão quisto no começo do relacionamento.

Tristes e cansados de tanto brigar e lutar por algo que os dois veem que não vai mais dar certo, eles decidem terminar. Que dificuldade! Por mais que haja desavenças, os dois sabem que se amam muito. Sabem que será difícil viver sem a companhia um do outro. Porém, sabem que não é mais possível continuar. Não é mais saudável.

Vem o luto.

Lágrimas e lágrimas caem de seus olhos ao longo do dia, pensamentos ininterruptos a respeito dos bons momentos com aquela pessoa. Triste, mas ao mesmo tempo, tranquilo em saber que você fez o possível para que desse certo. Você fez o que poderia ser feito. Até bate uma chateação e ira por coisas que poderiam ser diferentes e não houve esforço duplo, mas tudo bem. Que relacionamento que não tem problemas?

No fim, é saber que depois daquele amor que foi barrado por formas diferentes de se pensar e viver, você cai fundo. O tempo passa, você se levanta e segue adiante, mas sabe que para o resto de seus dias, você se lembrará que por período da sua vida, aquela pessoa ocupou um espaço no seu coração.

Fique feliz por você ter a experiência de ter amado alguém de verdade. Muita gente ainda não teve essa sensação e é capaz que nunca a tenha. Levante, respire fundo e sorria. A felicidade vem, pois a vida é um eterno aprendizado. Como já dizia Jorge Aragão em Conselho:

“Pra que se lamentar
Se em sua vida pode encontrar
Quem te ame, com toda força e ardor
E assim, sucumbirá a dor

Tem que lutar
Não se abater
Só se entregar
A quem te merecer

Não estou dando, nem vendendo (amor)
É como o ditado diz
O meu conselho
É pra te ver feliz”

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