Menina difícil, meio desconfiada pelas experiências que a vida a expôs com amores que já a machucaram, em hipótese alguma se impressiona fácil.

Nada de aplicativos de relacionamento! Já tentou e tem preguiça só de pensar naquela conversa manjada e ter o trabalho de conhecer alguém novo. Já passou também por situações parecidas com aquela amiga que queria apresentar o “fulano de tal que é amigo do namorado da prima da vizinha”. Foi bem chato!

Ela segue a vida sem procurar novas experiências amorosas. Segue o fluxo natural. Até dá aquelas saidinhas com as amigas para o boteco nosso de cada dia e para as festas regadas a open bar. Está tudo bem para ela, mas ao mesmo tempo, sabe quando falta alguma coisa?

Aí, quando ela menos espera, aparece uma pessoa.

Não sabe dizer o que aconteceu. Começaram uma conversa completamente despretensiosa. Foi tão leve e prazerosa, sem cantadas ou (possivelmente!) sem segundas intenções, mas que mesmo assim acabou em uma troca de telefones. Aquilo a deixou impressionada.

Mais que isso: aquilo a deixou interessada.

Fazia tempo que ela não se sentia assim. Então, como uma boa curiosa, ela começa a pesquisar a respeito da pessoa. Fuça no Facebook (muita mulher como amiga, hein?), vai procurar as fotos no Instagram (só vai para festas e bares e sempre está com mulheres, haaam), adiciona no Snapchat e até pesquisa o nome dele no Google.

Sem perceber, ela já sabe mais ou menos com o que ele trabalha, o que costuma fazer no seu tempo livre e até o nome do cachorro. Quando alguma menina começa a curtir todas as fotos dele, ela, sem saber por que, fica com ciúme. Toca ela dar uma olhadinha para ver quem é aquela insolente abusada. Pior que isso não sai do comum, muito menos a torna uma perseguidora.

Ela simplesmente está interessada.

As conversas entre eles começam no primeiro horário da manhã e vão até o último momento antes de dormir. Quando o WhatsApp apita e o nome dele aparece, ela não consegue disfarçar. Para o que está fazendo e, nem que seja para não responder, da uma olhadinha na mensagem (por isso ela já deixou o WhatsApp sem a opção de visualização).

Do nada, ela começa a pensar nele no meio do dia. Queria desabafar o stress que teve no trabalho ou contar as risadas que deu com as amigas da faculdade. Ela quer compartilhar experiências. Quer estar perto dele mais tempo.

E, sem pensar duas vezes, é isso que ela faz.

No final das contas, para ela não importa mais as experiências ruins que teve no passado. As feridas já cicatrizaram e o aprendizado veio. Ela aproveita aquela chance. Sai mais cedo do trabalho para um encontro, atende o celular no meio de uma reunião, as vezes cabula aula e até o acompanha naqueles filmes nerds que nunca vira antes.

Dane-se.

Em meio a tanta coisa que acontece, ela sabe que a vida é uma só e passa rápido. Só quer saber de aproveitar com essa nova pessoa, nem que seja por aquele período. Usa o máximo das tecnologias disponíveis para guardar aqueles momentos. Faz check-ins, posta fotos em lugares especiais que foram juntos (nem que ele não apareça) e até guarda as conversas mais especiais que tiveram.

Ela sabe que aquele lance pode ser passageiro, ou não. Arrisca sem medo, afinal, inúmeras oportunidades possivelmente erradas aparecem, mas não é todo dia que ela realmente se interessa.

Gostou? Então compartilhe esse texto com seus amigos do Facebook clicando aqui :)