De longe, eu apenas a observava, discretamente.

Ela, sozinha, desfrutava à tarde ensolarada com uma geladíssima cerveja e eu, ainda distante, sentia a energia positiva transbordando. Ela era pura, puramente ela, afinal, não havia ninguém por perto para julgar a roupa que escolhera tampouco questionar o motivo pelo qual ela bebia.

Deve ser difícil ser mulher.

Você precisa seguir padrões antiquados impostos pela sociedade ou, então, será rotulada. Seja de encalhada, feminista (de uma maneira pejorativa) ou até mesmo de vadia. Você não pode comer o que quiser, não pode falar o que quiser, não pode transar com quem quiser. Você não pode, simplesmente não pode. Suas ações serão sempre julgadas por um tribunal hipócrita formado por homens boçais e, também, mulheres conservadoras.

Mas, quer saber? Liga o foda-se! E enfie o padrão goela abaixo dos críticos.

Afinal, o seu corpo não pertence à igreja, governo, muito menos a opinião pública. O seu corpo é seu. Faça uma tatuagem na perna, na testa, abuse do decote, se assim preferir, e quando caminhar por uma calçada ao som de assovios desrespeitosos, saiba que, esses seres estúpidos são maioria, mas não a totalidade.

De longe, alguém tão evoluído quanto você, estará admirando sua atitude e aplaudindo, discretamente.

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