Menina, talvez, seja minha culpa.

Sou assim mesmo, transbordo defeitos. Às vezes, eu me distraio, me afasto e, simplesmente, fujo. Sem bagagem, direção ou raciocínio. Quando me perco, digo o que não devia nunca ser dito por ninguém – não por maldade, tampouco cafajestagem – e, quando me reencontro, você passa, não me olha, ignora, mas eu olho pra você.

Menina, por causa de você.

Eu fico apaixonado, desorientado, te afasto sem querer e, então, meu coração sofre calado só de pensar que por um momento eu te fiz sofrer. Mas vou me redimir, não vou desistir, não vou descansar. Disposto a lutar por um olhar, eu tenho uma arma para te conquistar e o nome dela é teimosia. Vou preencher sua alma com sinceros elogios, incitar com atitude, golpear com poesia.

Menina, talvez, seja sua culpa.

Toda essa loucura que me cega, desassossega e me conduz. Sua ausência fazendo barulho em forma de silêncio causa um motim aqui dentro do meu peito, desordena meu pensamento, me deixa inquieto, sem teto, incerto com apenas uma convicção.

Você me bagunça e tumultua tudo em mim.

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