Ela leva uma vida normal. Trabalha, estuda, sai com as amigas nos finais de semana, almoça aos domingos na casa da avó…

Mas espera até chegar quarta-feira.

Pode ser no estádio, no bar ou em casa. Pode ser na companhia do pai, dos amigos e de  desconhecidos. Pode fazer frio, calor, chuva, sol e até chuva e sol. Não importa. Ela vai ver o seu time jogar!

Ela chega ao bar quase na hora do jogo, senta e já levanta a mão chamando o garçom para pedir aquela gelada e uma porção de batata frita (detalhe que ela chama o garçom sem nem olhar para o pobre coitado. Tudo bem! Ela está completamente hipnotizada pela TV vendo a escalação).

Começa o jogo!

Gritos, tensão, passadas de mão no cabelo expressando preocupação, batida de punhos fechados na mesa (opa, não derruba a cerveja que é pecado) e muitos, muuuitos xingamentos. Ela xinga aquele jogador que não está marcando direito, aquele cara marrento do time adversário e o juiz (é claro) por não ter dado aquela falta óbvia. Nem aquele gandula que demora um pouco mais para repor a bola escapa de suas reclamações.

A tensão fica maior a cada instante. Ela agarra sua camisa e beija o escudo do seu time do coração. Faz pensamentos positivos e até começa a rezar. O jogo continua 0x0 e já está batendo os 40 minutos do segundo tempo. O zagueiro do time adversário da um passe errado (ela já segura a mesa arregala os olhos para a TV), a bola chega ao pés do atacante (“CORRE FILHO DA PUTA!”), ele chuta (ela prepara o grito)

É GOL!

Como um ônibus velho andando em uma rua esburacada a 80km/h, o bar treme. Ela começa a gritar sem parar, abraça os amigos e todos que torcem para o seu time (inclusive os desconhecidos). É aquele momento de êxtase que faz com que ela esqueça todos os problemas daquele dia. Uma mistura de alívio, felicidade e satisfação. Ela, claro, também não esquece de mandar um “Chuuuuupa” para a torcida adversária que se encontra nas mesas ao lado. Ela se diverte com aquele momento.

O jogo acaba e seu time vence!

Uma quarta-feira vencedora! Volta para casa feliz da vida e se prepara para o restante da semana, empolgada agora com o próximo no jogo, no sábado ou no domingo.

Ela sabe que as vezes seu time ganha, as vezes perde. Pouco importa. Ela é intensa, apaixonada por aquilo desde pequena. Via seu pai e seu irmão torcendo loucamente e se perguntava por que eles ficavam daquele jeito. Também queria se sentir assim.

Hoje ela sabe como é!

O futebol nunca deveria ter sido considerado um esporte apenas para homens. Hoje, ainda bem que isso acabou. É sensacional vermos as mulheres acompanhando os jogos nos estádios, nos bares, em casa e até no rádio (porque tem mais emoção). Torcer por um time é uma arte que contagia. Adaptando as palavras do mestre Sócrates:

“Futebol não é um esporte. Futebol é um estado de espírito”.

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