Acordei com o pé esquerdo. Nenhuma expressão melhor descreve como o dia começou. Chutei o pé da cama, me cortei ao fazer a barba, vesti as meias trocadas e ainda cheguei atrasado pra minha reunião. Quando começa assim, já sei que o dia promete.

No almoço, recebi um Snap dela. Ainda de camisola – aproveitando as merecidas férias – brincando com nosso cachorro e com a legenda “te esperamos em casa”. Parece que ela sente quando eu preciso de carinho.

Tem coisa melhor?

Na época em que nos conhecemos, eu já havia desistido de tudo. Já tinha passado pela fase da pegação – aquela em que, depois de termos perdido uma pessoa, tentamos compensar com outras mil. Depois dessa, veio uma certa solidão e a vontade de ter alguém pra mim, mais intimamente. Nessa fase, todo sorriso, piscada ou passada de mão no cabelo encanta. Mas a gente não se conecta.

Foi aí que ela entrou em cena.

Ao invés de procurar, fui encontrado. Ela apareceu e, quando eu vi, já tinha tomado todos os meus pensamentos. Vocês acham que homem também não dá aquela stalkeada no Facebook feminino? Em pouco tempo eu já sabia dos ex-namorados, as bandas que ela curtia e quais tipos de eventos frequentava. Bobo que eu fui, não precisava.

As horas de conversas no WhatsApp eram dela. As idas ao cinema, bares, também. Junto à vontade de apresentá-la para os amigos vieram os planos que começamos a fazer juntos.

Quando dei por mim, já não tinha mais volta.

Mais nenhuma risada, piscada ou passada de mão no cabelo me interessa mais. Neste momento então, me enchi de coragem e decidi me aventurar no amor novamente. A chamei para jantar, depois uma caminhada no parque para jogar conversa fora. Ela sempre me disse que gostava de colecionar sorrisos. Pois bem, agora, era minha vez de dizer:

“Menina, dentre todos os sorrisos, eu quero o seu”. 

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