Ela jamais vai confessar que está com ciúmes, mas se pode ver nitidamente em seus olhos o sentimento que ferve em sua mente. Ela pode até tentar disfarçar em sua fisionomia, mas nunca no seu olhar.

Não gosta de saber do que passou na vida dele, nem fuçar em suas redes sociais para não ter motivo besta de desconfiança. Mas ela não consegue evitar. Ela se importa e quer saber o que acontece.

Ai dele se postar uma foto com uma menina diferente.

Ela vai investigar de todas as formas possíveis e impossíveis para saber de onde ela é, o que ela faz e como eles se conheceram. Fica nervosa só de pensar que pode já ter rolado alguma coisa, nem que seja no passado e que hoje eles realmente só são amigos.

Ela tem medo de perder.

Perder aquele cara por não ser boa suficiente, por não ser mais bonita, encantadora e inteligente que aquela fulaninha. Que talvez ela tenha um olhar mais sedutor, um toque que arrepie mais a pele ou um beijo mais doce.

Mas depois de tudo que ela passou na vida, aprendeu com o tempo.

Aprendeu que por mais que se cuide e procure ser a melhor namorada, ela não é única no mundo. Seres humanos são insatisfeitos por natureza. Ela mesma sabe que hora sente insegurança de ficar para trás, hora olha para frente e vê que há outras pessoas interessantes também. Infelizmente ninguém é insubstituível e toda ferida se cura com o tempo. Às vezes ela ainda se confunde com aquele sentimento de posse e que aquela pessoa é só dela, mas no fundo ela sabe que não é.

Hoje ela tem empatia, pois sabe se colocar no lugar do outro. Sabe que não precisa “não ter ciúmes”, pois acredita que isso demonstra que se importa e que cuida de quem gosta. Hoje, ela tem segurança dos seus sentimentos e aprendeu a conviver com suas qualidades e seus defeitos. O melhor de tudo? Ela sabe se valorizar e ver quando vale a pena.

Hoje ela não tem medo de perder.

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