Era o final de mais uma tarde qualquer, talvez de uma terça ou, quem sabe, uma quarta-feira e eu, interessado numa garota que outrora reencontrei por causa do destino (ou outra coisa do tipo), a convidei para sair com uma mensagem um tanto quanto despretensiosa:

– Vamos tomar uma breja?

Poucos segundos depois, meu celular vibrou.

– Vamos! Espera uns dez minutinhos pra eu me trocar?

Fiquei surpreso e, ao mesmo tempo, entusiasmado com tanta simplicidade. Nada contra o excesso de vaidade, mas eu, sinceramente, confesso ser apaixonado por mulheres que carregam atitude ao invés de uma bolsa abarrotada de base, corretivo e máscara.

O cabelo cuidadosamente penteado, a maquiagem super detalhada e as unhas perfeitas atraem atenção, mas o que conquista um coração é a troca de olhares, o jeito, trejeitos e, principalmente, os defeitos.

Perfeição é coisa de princesa e princesas não sentam em botecos, não bebem cerveja num copo americano enquanto engorduram as mãos com o cheddar e o bacon daquela saborosa porção de batata.

Por isso, eu prefiro mulheres.

Que não contam likes, seduzem com inteligência e desarmam com bom humor. Que são assim, lindas, deitadas com a cara amassada ou com um grande sorriso estampado e só de pensar sei que já vou estar, morrendo de amor.

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