Fim de ano, Natal e outras festividades. Você encontra aquela sua tia distante, que sempre te faz a mesma pergunta: “E os(as) namoradinhos(as)?”. Parece que passamos 11 meses ensaiando diferentes respostas para essa pergunta, mas nunca sabemos o que dizer. Uns apelam para o humor, outros desconversam. Eu prefiro ser honesto e assumir que, simplesmente, não tenho vontade de namorar. Ou melhor, ninguém tem despertado essa vontade em mim.

Metade do ano passa, chega o dia dos namorados e eu não me sinto mal por estar sozinho. Afinal, antes só do que mal acompanhado, certo? Mais do que um ditado passado através dos anos, isso é lema de vida.

Não que eu me ache a última bolacha do pacote. Sinceramente, longe disso. Tenho milhares de defeitos que, às vezes, nem eu mesmo suporto. Mau humorado pela manhã, orgulhoso em uma briga e simplesmente odeio dividir comida (bom, quem gosta, né? rs). Mas, (in)felizmente, para estar comigo, a outra pessoa precisa entender isso. E precisa ver além dos meus defeitos, assim como nós vemos quando nos interessamos por alguém.

Eu não procuro por  uma propaganda de refrigerante, onde todos são felizes, perfeitos e estão sempre sorrindo. Preciso de alguém que chegue em casa cansado depois de um dia de trabalho para eu poder fazer uma piada, uma massagem, jantar e ouvir as reclamações. Quero alguém real, com qualidades e defeitos, assim como eu. Quero alguém com a intensidade de uma tempestade de verão, pois sei que o arco-íris sempre se forma depois da tormenta.

Por essas e outras, nunca consegui pular de relacionamento para relacionamento. Penso que certas pessoas preferem sempre ter alguém por perto, quando eu prefiro ter alguém andando lado a lado, mesmo que em momentos mais escassos.

Nesse mar de gente que vivemos, alguém tem que ser muito especial para se destacar na multidão. E, para mim, o que chama atenção é gostar de viajar, abrir a porta do carro – mesmo que de vez em quando – ou tratar bem a atendente do restaurante fast-food.

Pessoas de bom coração estão em falta e eu quero alguém que me faça uma pessoa melhor.

Acima de tudo, é preciso ter empatia, se conectar. Se for para não valer a pena, nem precisa aparecer. Eu consigo virar a página sozinho. Preciso de alguém para me ajudar a escrever uma história longa, com significado. Que tenha começo, meio e fim, não tem problema.

Ninguém precisa ter medo de que acabe. Eu tenho medo é que não valha a pena.

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