Toda noite de dia dos namorados é um caos na cidade: bares e restaurantes com filas de horas, cinemas e teatros completamente lotados e os motéis, bom, não precisa nem dizer.

Naquela noite de 12 de junho iria completar 2 meses que estávamos saindo, e por isso, queria que fosse especial para você do começo ao fim. Fui te buscar em casa logo que saí do trabalho, e quando você abriu a porta do seu apartamento, eu juro que perdi o ar por alguns segundos. Estava completamente impecável com aquele vestido preto levemente decotado, batom vermelho e o seu clássico perfume.

Fiz uma reserva naquele restaurante super famoso, mas pelo trânsito da cidade, acabamos por perdê-la. Tive a ideia de te levar em um dos meus bares favoritos. Eu sabia que frescura era algo que passava longe de você, então jantamos uma comida simples – porém saborosa – apreciamos uma boa cerveja e demos muitas risadas. Fiquei feliz em ver que você naquele momento começou a confiar cada vez mais em mim, e assim se libertava daquela armadura de segredos que vestia no começo do nosso relacionamento.

Sei que você achava que o dia dos namorados é uma data comercial inventada pela mídia para que o comércio exploda de vendas, e que mesmo assim eu insisti em sairmos juntos aquele dia. Para mim, não importava o que essa data significava para outras pessoas. Eu só queria te agradar e ver um sorriso estampado em seu rosto toda vez que eu falava alguma besteira.

Fechamos a conta e fomos para o carro. Estacionei na porta do seu apartamento e pensei que daríamos aquele beijo de despedida e eu iria embora para casa, como sempre acontecia. Você olhou bem nos meus olhos, puxou minha cabeça pelos meus cabelos e me beijou calorosamente. Fiquei completamente surpreso e ao mesmo tempo querendo que aquele momento não acabasse. Foi aí que depois do beijo você entrelaçou os seus dedos aos meus e disse:

– “Dorme comigo hoje?”.

Depois do meu coração quase sair pela boca com o que você disse, eu dei um pulo do carro que ganharia uma Olimpíada na categoria de salto em distância. Subimos para o seu apartamento e fomos para o quarto. Você apagou as luzes, deixando apenas o abajur ligado. Subiu no meu colo e me beijou, começando pelo pescoço, descendo pela minha barriga, até chegar à minha virilha, puxando as minhas calças.

Fui aos céus.

Depois logo me virei, beijei seus seios abaixando a parte de cima de seu vestido e fui descendo lentamente entre suas pernas. Começamos, e ainda lembro dos seus gemidos baixinhos nos meus ouvidos, com delicadeza e tesão, ao mesmo tempo em que se contorcia em um revezamento entre puxar meus cabelos e apertar minhas costas. Fomos assim até chegarmos ao êxtase.

Passamos a noite juntos. Quando despertei na manhã seguinte, vi você dormindo com os cabelos embaraçados, maquiagem um pouco borrada e um leve sorriso no rosto.

Vi paz em seus suspiros.

Fiz nosso café da manhã e te acordei lhe chamando com carinhos na cabeça. Você acordou, passou a mão em meu rosto e respondeu com aquela voz de sono meio rouca:

– “Bom dia”.

Esses pequenos gestos podem parecer simples e insignificantes aos olhos externos, mas foi ali que percebi o quanto aquela noite fora especial. Que não importava mais em quantas camas diferentes eu dormia, mas sim com quem eu dormia.

Foi ali que você entrou na minha vida, e hoje sou grato por você, a cada minuto do nosso presente, fazer parte dela.

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