Deitada em sua cama, embrulhada num cobertor vermelho, apenas com o rosto e partes das mãos descobertas, você enrola mais um pouco antes de dormir deslizando o dedo sobre a tela do smartphone. Assiste ora emocionada, outrora nauseada, declarações apaixonadas de casais de amigos, observa indignada conhecidos bem sucedidos e adormece sentindo pequenas pontadas de inveja misturada com desilusão.

Relaxa, menina.

Lembra quando era criança e sua mãe, sua tia e até mesmo a vizinha dizia que aos vinte e poucos anos você estaria num relacionamento semelhante ao de um conto de fada ou, então, quando era adolescente e na sua escola diziam que aos vinte e poucos anos você estaria trabalhando no seu emprego dos sonhos? Esqueça tudo isso. Não se sinta culpada por não saber o que fazer da vida, tampouco por não estar apaixonada.

Se acalma, menina.

É normal comparar sua atual situação com as conquistas de amigos e conhecidos da mesma idade, sentir que está estagnada e entrar em desespero. É normal traçar planos surreais para o um futuro próximo e chegar lá sem ter cumprido metade dos objetivos. As pessoas mais brilhantes e felizes que conheço compartilham apenas vitórias, vendem imagens, alimentam personagens, mas também estão embriagas com doses de medo e incertezas e ressacadas por conta das decepções.

Não seja severa demais com você.

Às vezes você estará por cima, às vezes por baixo, não desista, apenas siga. Acorde cedo, abuse do café, vista o seu melhor sorriso e daqui vinte e poucos anos você estará – apaixonada e bem sucedida – ao lado de alguém que te faz bem e contemplando suas fotos perceberá o quanto você é feliz hoje em dia e nem desconfia.

Respira, menina.

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