Esses dias eu estava em uma das minhas conversas de boteco e chegamos ao assunto de viagens. Percebi que uma menina da roda – a que tinha o melhor carro da galera e as roupas mais caras – nunca havia viajado para fora do país, mesmo tendo plenas condições financeiras para tanto. Isso me fez parar para refletir sobre um assunto bem recorrente na nossa sociedade:

Você já parou para pensar no quanto as pessoas gastam seu tão batalhado dinheiro em bens materiais?

Não recrimino as escolhas daquela menina. Acho que opções são válidas e cada um gasta seu salário da forma que bem quiser, porém se eu pudesse dar um conselho a ela, eu diria: “moça, gaste – ou melhor, invista – seu dinheiro em experiências de vida. Largue essa vida de parcelas do último iPhone lançado – mas não precisa dar calote – e se dê a chance de frequentar shows, exposições, bares com seus melhores amigos, aprenda coisas novas e principalmente, viaje e conheça novos lugares”.

Como exercício mental, sempre tento lembrar o que comprei até hoje que me trouxe felicidade por vários meses. Nunca consigo lembrar de nada que pudesse proporcionar este sentimento por tanto tempo, e isso tem um motivo. A partir do momento que você compra algo, você vê aquilo na sua rotina repetidas vezes e acaba se adaptando. O que era novo deixa de ser novidade e consequentemente, acaba deixando de ser tão legal quanto no começo (salvas exceções, claro). O material permanece separado de você, já as suas experiências vão fazer parte para sempre da sua identidade.

Outro ponto importante seria que experiências têm muito mais chances de serem compartilhadas com outras pessoas, trazendo assim conexões e lembranças de carinho por bons momentos vividos. Tome como exemplo aquele churrasco que você encontrou seus amigos e amigas do colégio e vocês lembraram das histórias da viagem de formatura ou mesmo daquelas festas depois da aula que cada um levava uma bebida, você sabia a coreografia completa da Explosão Tchakabum e todo mundo tinha a chance de beijar a(o) crush no Verdade ou Desafio.

A vida pode ser curtida de inúmeras maneiras e pode ter certeza que não exploramos nem um terço delas. Procure a felicidade nas coisas simples e em momentos especiais. Tudo está passando tão rápido, não acha?

No fim, o que vale mais contar aos seus netos sobre os seus 20 e poucos anos: o dia que você comprou aquela bolsa nova ou as viagens e histórias inesquecíveis que você teve com seus melhores amigos?

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