Desde os meus primeiros anos como assalariado, sempre juntei minha grana para poder viajar. Claro, também queria ter um carro, comprar roupas novas ou sair com meus amigos. Mas, para mim, conhecer novos lugares, pessoas e culturas sempre foi mais valioso do que bens materiais.

No último ano, aproveitei o fato de ter alguns amigos morando no exterior – muitos estudando, outros trabalhando – e juntei minhas moedas para fazer o sonhado mochilão pela Europa. Foram os 31 dias de maior aprendizado da minha vida – pelo menos até hoje.

Neste jornada, conheci pessoas incríveis: grupos de amigos viajando há tempos, casais em lua de mel, viajantes solitários (como eu). E nessas indas e vindas, aprendi também o quão valioso é a presença de alguém ao seu lado para dividir momentos de alegria. Como citado no meu primeiro texto aqui no blog, “a felicidade só é real quando compartilhada”.

Por conta de experiências como essa, me decidi a tentar viajar todo ano – sempre que possível, financeiramente, claro. E, tendo isso como meta de vida, me peguei pensando como é importante ter alguém ao meu lado que pense igual e queira trilhar (literalmente) os mesmos caminhos.

De coração, nada contra as cerimônias caríssimas de casamento. Conheço alguns casais que gastaram rios de dinheiro em vestidos e ternos, festa, buffet e quase não sobrou para a lua de mel. Mais uma vez, nada de errado com isso. Porém, não me vejo fazendo o mesmo. Prefiro sentar com a minha futura companheira e gastar horas planejando nossa próxima aventura.

Quando se viaja, há um desprendimento enorme de posses. Tudo que temos para apresentar são nossas histórias, sorrisos e vontade de aprender e abraçar o que é novo. Por isso, quero alguém do meu lado que dê mais valor a uma noitada numa barraca vendo o pôr-do-sol, do que a trocar o carro por um modelo mais recente.

Quero alguém que me acompanhe na foto clichê no Cristo Redentor, que não tenha vergonha de arriscar um tango em Buenos Aires (bom, eu teria pois sou péssimo dançarino) e que prove um pirulito de inseto na Tailândia. Daqui há alguns anos, quando recebermos nossos amigos em casa, terei muito mais prazer em mostrar os diversos álbuns de fotos de nossas inúmeras viagens do que apenas aquele de nossa super festa de casamento.

Afinal, se formos escrever nossa história juntos, que seja nas páginas dos nossos passaportes. Que nossas noites se multipliquem em albergues lotados e o champagne trocado por uma cerveja gelada em uma mesa cheia de desconhecidos.

E que a cada 10 anos, quando formos renovar nosso votos, a resposta seja sempre sim:

Quer viajar comigo?

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