Nós não nascemos ontem, nem anteontem.

Descobrimos o fogo, inventamos a roda, chegamos à lua, enviamos um cachorro até lá. Desenvolvemos pequenos aparelhos capazes de conectar pessoas no mundo inteiro, calcular, fotografar, compartilhar, fazer bolo. Destruímos grande parte do planeta, domesticamos muitos animais, assassinamos os demais.

E a sociedade permanece machista.

Nem é preciso sair de casa para comprovar essa afirmação, basta ligar a tevê e, após alguns minutos, uma mulher “gostosa” estará desfilando com um micro biquíni atochado na bunda, sendo objeto, vendendo outro.

Na rua não é diferente.

Ela desfila debaixo de um sol escaldante com pouca roupa porque tá quente, porque ela quer, porque ela pode. Olhares acompanham os passos, analisando superficialmente, julgando covardemente. Pessoas imorais de uma sociedade hipócrita a rotulam de fácil se ela responder simpaticamente ou, então, de mal comida se ignorar a investida.

Ela gosta (e muito) de dar.

Fica molhada com beijos no pescoço e encharcada com mordidas na nuca acompanhadas por leves puxões de cabelos. Excitada, arranca a roupa sem qualquer pudor. Chupa com vontade, com gosto. Ensaia gemidos quando é a vez dela de ser chupada. Abre as pernas, cada vez mais e treme ao sentir a língua por entre suas coxas. O coração dispara, a respiração também. Geme alto quando encaixa em suas costas e, alguns arranhões depois, ela goza.

Ela gosta (e muito) de gozar.

É sexualmente bem resolvida, mas seus desejos não são compartilhados, ficam trancafiados por receio, por medo. Caso contrário, seria injustamente desqualificada, virtualmente apedrejada por ignorantes e estúpidos. Seria vista como um pedaço de carne e muitos seriam insanos a ponto de dizer que ela merece ser estuprada.

Deixa de ser babaca, amigo.

Machismo existe, você tem uma parcela de culpa e enquanto a evolução caminha com passos de formiga, vá aprendendo que assobio não é elogio. Você não pode desrespeitar ela, não tem o direito de censurar, tampouco é dono do corpo dela. Uma mulher não deve ser isso ou aquilo, ela deve ser duas coisas: quem e o que ela quiser.

Respeita as mina, porra!

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