Era um domingo ensolarado, dia de jogo e ele estava com seus amigos naquele boteco de sempre. Estavam conversando sobre seus relacionamentos, quando ele disse:

– “Nossa, que bom que falamos disso. Amanhã é meu dia de lavar a roupa e fazer o almoço. Já vou deixa tudo no jeito“.

Um de seus amigos olhou torto, com cara de confuso e perguntou:

-“Sério que você faz isso sem ela pedir? Cara, eu sempre fujo. Quando ajudo a minha namorada, ela mal me agradece. Esses dias lavei a louça e ela só me deu um abraço com um sorrisinho“.

Aí quem olhou torto foi ele. Achou estranha essa reação que simplesmente não é cabível: “Como assim? Ajudá-la?”. Então ele sentou ao lado do amigo e explicou que aquilo que fazia não era uma ajuda. Disse que vive no mesmo espaço que sua companheira, se alimenta da mesma comida, dorme na mesma cama e até usa a mesma privada. Por que a limpeza e organização de sua casa seriam uma “ajuda” dele, sendo que os dois vivem ali?

Talvez o erro ainda esteja em padrões velhos e inúteis, mas felizmente, assim como coisas estragadas, aos poucos eles estão sendo bem embrulhados e jogados no lixo.

O cara da história não é um inquilino que chega, se alimenta e vai dormir. Ele faz parte daquela casa assim como sua parceira, por isso o zelo ao lar tem que vir dos dois. Ela não precisa bater palmas e fazer uma festa pelo indivíduo fazer algo que já estava no roteiro e só ele não quis ver.

Fora isso, ele não faz por obrigação. Considera que executar essas simples tarefas – que não sei de onde alguém tirou que são obrigações da mulher – além de demonstrar que se importa com a relação, é uma forma de empatia e reciprocidade. Mais que isso: uma forma de cuidar de quem tanto cuida dele.

Faça por merecer. Sua mulher não quer um hóspede.

Ela quer um parceiro.

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