Vou começar este texto lhe propondo um exercício mental. Imagine que você irá assistir um filme, porém, você já sabe como ele começa e termina. Só não lhe contaram o desenrolar da história.

Você o assistiria?

Se a sua resposta for “não”, lá vai a segunda parte do exercício: já parou para pensar que nossas vidas são exatamente assim? Todos nascemos e morremos. Essa é a única certeza que podemos ter e das quais ninguém nunca vai conseguir fugir. O que nos diferencia é o que fazemos no meio tempo entre estes dois acontecimentos, o que constrói nossa história.

Cabe a nós, então, construir um enredo interessante para que o filme de nossas vidas seja um sucesso – pelo menos para nós mesmos.

Refaça a pergunta para si mesma: você assistiria o filme da sua vida?

Li em algum lugar, uma vez, sobre um estudo feito com idosos à beira da morte em um hospital. Eles foram perguntados sobre quais seus maiores arrependimentos. Quase a totalidade disse não se arrepender sobre algo que havia feito, e, sim, sobre o que havia deixado de fazer ou realizar durante suas vidas.

Todos nós temos sonhos. Seja fazer uma viagem, uma carreira que nos faça acordar felizes todas as manhãs ou simplesmente uma casa para dividir com alguém que amamos. Nossos sonhos são representações dos valores que temos guardados e que são essenciais para nossa felicidade.

Abrir mão deles é abrir mão do que nos faz felizes.

Voltamos, então, para o exercício do filme. Você pode ter lido todos os livros do Harry Potter, por exemplo, e, ainda assim, ter amado os filmes. Mesmo sabendo como cada um começa e termina. Em nossas jornadas, todos conheceremos pessoas e lugares. Teremos amado, odiado, sentido saudade, dor e muito mais. Façamos então, que valha a pena!

Tenha ao seu lado aqueles a quem você ama. Por mais clichê que possa soar, nós nunca saberemos até quando os teremos por perto.

Ao acordar, agradeça por tudo e todos ao seu redor. E isso não depende de crença ou religião! Dê um beijo de bom dia em seus pais, deseje bom trabalho a quem divide a cama com você e saia de casa com sorriso no rosto e força para encarar o que vier pela frente. Lembre-se que a energia que transmitimos é a mesma que recebemos de volta!

Viva uma vida memorável!

Se for amar, ame intensamente.

Não seja leviano com o coração dos outros e não deixe que sejam com o seu. Mas não tenha medo de se entregar aos seu sentimentos e experimentá-los ao máximo, por mais que isso seja assustador de vez em quando.

Se o amor lhe trouxer dor, que seja de aprendizado.

Derramar algumas lágrimas, de vez em quando, não faz mal para ninguém. Que os tropeços em nossas vidas nos ensinem melhores caminhos no futuro.

Se sentir saudade, que seja de momentos e pessoas boas.

Para aqueles que colecionam pessoas e experiências marcantes, sentir saudades é parte do “amar”. Que possamos marcar o caminho de outros e causar uma saudade boa por onde passarmos, sabendo que nada nem ninguém nos pertence, mas levamos lembranças como aprendizado para sempre.

E se, no fim, ainda se arrepender de algo, que seja de não ter tido tempo de fazer tudo o que quis, pois sua lista era tão grande que uma vida foi pouco para se viver tudo que imaginou.

 

 

 

 

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