Já não sei mais há quanto tempo não nos vemos. O que eu conto mesmo é o tamanho da vontade de te ver, de olhar nos seus olhos e encaixar no nosso abraço. Por fora, até minto, escondo essa vontade. Por dentro, não encontro mais espaço para guardar essa vontade de você.

No desespero de te achar, procuro em tantas outras o que só você pode me dar. Brinco de me enganar que um pouquinho de muitas outras pode preencher a imensidão que era você. Monto um teatro onde, todas as noites, me coloco no seu papel para tentar te entender. Para acreditar que o que passou naquela noite não foi erro. Para perdoar e acreditar que você nunca mais vai me perder.

Como dizia Caetano, “você só me ensinou a te querer”. Só aprendi a me apaixonar por cada trejeito seu. A achar cada fio de cabelo deixado na nossa cama. A reconhecer o seu perfume em cada esquina e nos enxergar em todo casal bobo de comédia romântica.

Você não me ensinou a te esquecer.

Quem aprende agora, sozinho, sou eu. A conviver com a sua falta e a controlar a vontade de ligar naquele sábado a noite. A te ver e não te querer – ou querer sim, mas querer muito mais estar com quem me faz bem, mesmo que este seja apenas eu.

Ou, talvez, eu nem precise te esquecer. Vou aprender a ser forte e te levar comigo para sempre, como sempre quis. Mas, desta vez, de mãos dadas apenas com a minha lembrança e uma saudade boa.

Vou seguir em frente, vou aprender a me encontrar.

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