Em muitas conversas que tive nos últimos meses, ouvi pessoas dizendo que não tinham sorte em seus relacionamentos. Que realmente está difícil encontrar alguém diferente, que transmita algo que se procura e que se deseja. O famoso “modelo de par ideal”.

Nessas histórias, o ponto de semelhança foi a reclamação de que está quase impossível conhecer alguém sensível e fora do comum, que apresente conteúdo e que não venha com aquelas conversas usuais e rasas de sempre. Uma pessoa que (como sabiamente definiu uma grande amiga minha), tenha interesses interessantes.

Parei para pensar sobre o assunto e elaborei uma pergunta que acredito que seja crucial para o nosso papo: será que essas pessoas que se queixam sobre tudo isso que foi dito, já deixaram de analisar o outro, para analisar a si?

É engraçado como é muito mais fácil desviar a culpar de nós mesmos para justificar as nossas falhas e falta de sucesso:

-“Meu chefe não me deu a oportunidade que eu precisava”;
-“Eu não consigo ter uma vida mais saudável por falta de tempo”;
-“Não consigo encontrar alguém legal porque as pessoas hoje não tem conteúdo”.

Oi? Percebeu qual é a mensagem?

Acredito com convicção que devemos nos amar do jeito que somos, porém isso não impede de procurarmos ser melhores. Sempre há espaço para aprendizado, novas experiências e principalmente, empatia.

Sei que isso é difícil, mas às vezes entramos em uma bola de neve e somos engolidos pelos nossos problemas e correria do dia-a-dia. Para olhar para frente e enxergarmos além dos nossos próprios umbigos, podemos fazer o seguinte exercício: Se eu gosto de um tipo de pessoa, o que eu posso fazer para que eu seja interessante para ela também?

Com a visão dos dois lados bem clara, podemos viver mais em paz e medir melhor as nossas expectativas. Amadurecemos, e assim diminuem as possibilidades de se ter aquelas famosas sensações que quase todos já tiveram: “Essa pessoa é boa (ou ruim) demais para mim”.

Valorização pessoal é importante, mas em exagero, ela pode cegar e te levar à solidão. Portanto, se o texto te fez refletir um pouco sobre o que está acontecendo na sua vida, proponho um desafio. Quando você terminar de ler, pare 5 minutinhos no seu dia e pense:

-Se você quer alguém melhor, o que você já fez para ser uma pessoa melhor?

No fim, o segredo é sempre lembrar: se exiges muito, não sejas pouco.

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