Ando precisando tanto de um colo pra repousar umas dores e outras incertezas. Soltar um sorriso ou dois, gosto dos teus dentes tortos encarando os meus. Beija meus lábios com rédeas de quero mais como da primeira vez que nos tocamos, mesmo que para você, esta seja a última. Escreve um poema a meu respeito e faz amor com cada palavra. Cita Pessoa, Hugo Rodrigues ou Caio F. Abreu ao acarinhar meus lóbulos com teus sussurros poéticos.

Bate aqui de madrugada meu bem, abre as portas, as cortinas, minhas pernas e meu coração. Mas não se perde, nem perde o interesse. Fica mesmo com vontade de ir. Ainda tem tanta comida na geladeira, tanto desejo querendo atitude e tanta atitude repleta de desejo. Fica, tem tanta folha de papel em branco, escreve um pouco sobre o amor que fica, mas não vai. Tem tanta história querendo ser contada e tanto conto querendo virar história. Parece chover muito lá fora e faz frio essa época do ano. Fica, dizem por ai que a cidade fica perigosa essa hora da noite e minha cama anda tão vazia sem teu cheiro-de-amora pertinho de mim.

“Mas se quiser ir meu bem, vai.  me deixa teu colo, teu cheiro, teu peito e teu coração.”

Vez em quando me perco tanto em meus desejos por vontades tuas, que costumo te inventar em visitas na minha porta nestes dias nublados.

É que quando a saudade insiste em bater assim sem ser chamada, a gente faz o quê?

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