“Ainda não estou pronta”.

Perdi a conta de quantas vezes disse isso – para mim mesma ou para outras pessoas. São tantas as sombras que me perseguem, tantos cantinhos na minha cabeça a esconder histórias que prefiro não lembrar, dúvidas e uma pitada de medo do que é incerto. Não sei bem quanto levará ou mesmo se conseguirei sozinha, mas ainda há muito o que fazer para abrir as portas deste coração novamente.

Decidi, então, me retirar do jogo por um tempo. Sabe o famoso “fechado para manutenção”? Pois é. Se não estou bem comigo mesma, não faz sentido trazer mais alguém para esta confusão em que me encontro. Acredito de verdade que o tempo cura. Então, vou esperar até que novos ventos me levem novamente para navegar por aí. Minha sorte há de mudar.

Mas e se eu estiver errada? Posso já estar pronta para outra. Meu desejo carnal me faz querer pular de cabeça, de boca, de corpo e alma em outras aventuras por aí. Mas eu sei que isso não vai me trazer o que preciso. Prazer momentâneo, talvez. Mas não vai curar as feridas do passado. Preciso ouvir meu coração e aceitar que esta ainda é uma ponte muito instável para cruzar.

O que desejo é muito mais do que me sentir bem ao lado de outra pessoa novamente. Quero estar bem comigo mesma para proporcionar para alguém aquilo que antes já senti. Que a grama esteja mais verde, o cantar dos pássaros mais alto do que a confusão dos carros. Que mesmo que tudo dê errado, seja bom dizer que nos conhecemos.

Meu coração está em reparos. Mas, afinal de contas, nós nunca estamos de verdade prontos.

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