Tudo começou em uma viagem comum. No caminho, um dos meus amigos comentou que iríamos encontrar mais algumas pessoas para irmos todos juntos à casa que nos hospedaríamos naquele feriado.

Mal eu sabia que te encontraria.

Quando chegamos, você estava na cozinha. Lembro que entre as meninas, você era a que mais sorria. Cheguei a dar risada sem nem te conhecer, só por imaginar se você ria daquele jeito porque era alegre ou se simplesmente estava bêbada.

Todos da casa começaram a beber cervejas no famoso “esquenta” para a festa. Em uma hora que estavam todos confraternizando, te peço até desculpas. Não conseguia tirar os olhos de você. Não tinha como! Seus cabelos longos, voz doce, olhar intenso e seu corpo com curvas completamente sedutoras. Fiquei hipnotizado, pra não dizer vidrado. Só conseguia me imaginar chegando perto de você, puxando levemente seus cabelos e te beijando lentamente.

Foi então que tomei coragem.

Já na festa, lembro bem que você estava próxima do bar, ao lado de algumas amigas. Te chamei para conversar, e claro, com meu “ótimo” – para não dizer péssimo – jeito com as palavras, só falei besteiras, o que talvez tenha sido bom, pois consegui arrancar algumas risadas de você.

O papo foi esquentando, você me deu uma chance e aí, nem vi mais a festa passar. Te confesso que fui para aquela viagem com a cabeça livre e sem nenhuma pretensão de “casar no rolê”, mas não teve jeito. Eu não queria desgrudar de você por nem um segundo. Só queria te conhecer cada vez mais e mais.

Por fim, a viagem acabou, os dias foram passando e continuamos saindo como se o feriado ainda estivesse em seu começo. Cada saída era um papo novo, com novas ideias e perspectivas. Lembro que nos víamos de 3 a 5 vezes por semana, sem nem um resquício de enjôo da companhia um do outro.

Com uma intensidade daquela, não teria outro caminho né?

Em um mês, começamos a namorar. Eu nunca havia namorado antes e você acabara de sair de um longo relacionamento. Não sei ao certo o que pensamos (ou não pensamos), mas o impulso do afeto foi maior, e assim, decidimos abraçá-lo.

Tudo era perfeito. Cada final de semana eram como se fossem aquelas férias dos sonhos. A gente não precisava de luxo nenhum. Bastava um colchão que era jogado no chão, filmes, uma pizza – crucial para qualquer final de semana – muito sexo e depois abraços de conchinha até que pegássemos no sono. Pronto! Estava ali a nossa definição de felicidade.

Às vezes até me batia aquele receio de na época sermos muito jovens, estarmos bem grudados e isso ser um pouco perigoso, pois tudo podia acabar rápido. Foi então que compartilhei este pensamento com você, e você falou pra eu não me preocupar.

Ter fé e ver coragem no amor. Ali você me ganhou.

Percebi que não adiantava nada ficar pensando tanto no futuro, sem dar atenção ao presente. Foi assim que me joguei inteiro nessa relação e me entreguei a nós.

Hoje, pelos caminhos que a vida tomou, não estamos mais juntos, mas guardo com carinho cada momento de felicidade. Toda vez que penso em tudo que aconteceu, só me faz querer te ver feliz, com sua vida, suas conquistas, suas próximas aventuras e seus próximos amores. Não ligo se um dia disserem que o que aconteceu conosco foi muito rápido e intenso. Não importa cada julgamento tosco e alerta não solicitado.

Você terá sempre um lugarzinho como aquela lembrança boa no meu coração. Se alguém achar estranho ou te perguntar sobre essa nossa relação de carinho, lembre do trecho daquela música que costumávamos ouvir:

– “Do nosso amor, a gente é quem sabe”.

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