Provavelmente, você não se importe em saber como foi o meu dia e nem aguente meus problemas mentais, que se resumem em algumas crises existenciais, surtos de ciúmes, seguidos de pedidos ocultos de carinho e uma confusão danada por existir um sentimento que não sabe qual direção tomar.

Já sei decorado suas músicas favoritas, seus gostos prediletos e uma quantidade de coisas que não cabe a mim saber. Sabe essas noites que me tiram o sono? É que tem dias que as coisas pesam muito mais do que eu posso aguentar. E lá vem você, encaixando minha cabeça no seu peito, me chamando de sua pequena, e aí então meu coração me diz que sim, você se importa em como foi o meu dia.

Não fica com medo, não.

Se não for por amor, também não será por falta de tentativas. Mesmo que falhas, cansativas e desnorteadas. Será por essa intimidade, que de provocação em provocação, nos trouxe piadas internas e gargalhadas de marejar os olhos. Trouxe também essa minha mania de observar lentamente seu modo de rir, jogando a cabeça para trás, no tempo em que surge uma vontade urgente de beijar seus lábios que sempre estão sorrindo para mim.

Pode ser que não tenha carinho em noites chuvosas, essas noites que pedem um cobertor e cafuné. Talvez não tenha pés entrelaçados, toda vez que minha TPM me visitar e exigir uma companhia, porque nesses dias minha carência requer atenção em porções extras.

Se não for por amor, que não seja dor. É melhor estarmos perto, nos divertindo das nossas besteiras, que sofrer de saudades. Já que sem você, tudo perde a graça. E estar ao seu lado é perceber a peculiaridade do sentimento, é como se você fosse capaz de transformar meus rascunhos em artes abstratas. É lindo e eu não entendo nada, mas é uma obra final e tem lá sem glamour divertido com boás de plumas coloridas.

Eu agi como se não fosse uma indireta, quando você cantou pra mim em verso e prosa, que tem medo do amor e tem medo de amar. Mas entendi que esse seu jeito meio inconstante é por não saber lidar com caos afetivos. Tá tudo bem, toda ferida emocional aberta leva seu tempo para cicatrizar.

Se não for por amor, será por vontade.

Por desejo, por companhia, pela reciprocidade do querer, pela mania do banho espumado, pelos risos sem motivos, pelos beijos demorados, pelos drinks na balada, pelas mãos dadas no cinema, pelas piadas imbecis, pelas caretas em cada tentativa de tirar uma foto bonita, pelas nossas imperfeições que se encaixam, por todo gesto singular que me é doado e por nós; Que sabe-se lá onde queremos chegar, então não importa o caminho que seguirmos.

O amor começa devagar. Gradativamente. De repente vem em forma pontiaguda e finda no coração o que a gente não consegue mais afastar.

Não precisamos de rótulos de quem precisa provar que é feliz. A gente se completa com as nossas almas sérias, transbordando nossos corpos do que nos diverte até a borda.

Meu bem, não fica com medo não. É que se não for amor… será por diversão.

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