Acordamos juntos em mais um domingo qualquer cheio de preguiças. Ela me fez acordar com um beijo de cara inchada e ainda com sono, cabelos despenteados em uma rebeldia que contrastava com seu sorriso angelical. De alguma forma, a junção de todos estes elementos a faziam ainda mais bela do que sempre foi.

Uma vez ela me disse que eu sempre a chamava de linda e, por isso, ela achava que nunca estava realmente bela. Dizia que eu falava da boca para fora, só para agradá-la. Ah, mulheres. Seus jeitos, defeitos, perfeições e pretextos para nos enlouquecer.

Deixei ela sair do quarto vestida com a minha social, meias e nada mais.

Que visão, a minha. Que sorte a minha.

Corri para o banho para me arrumar para ela. Gel no cabelo, perfume e sorriso no rosto para surpreendê-la logo pela manhã. Me dei conta, então, de todo o tempo e esforço feito por ela para ficar sempre impecável nas vezes que vamos nos encontrar.

Saí do quarto e me deparei com ela à beira do microondas, me dizendo “estou com preguiça de fazer café, vamos comer aquela pizza de ontem?”, com aquele sorriso de canto de boca sabendo que irei concordar.

Dessa vez, não disse que ela estava linda. A puxei pela cintura, a abracei por trás e com uma mescla de cheiro e beijo no pescoço, disse em seu ouvido:

“Que sorte a minha”.

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