Era o início da madrugada de uma quarta-feira qualquer quando esbarrei com essa frase. Foram os primeiros minutos dos meus 27 anos, esparramado no sofá assistindo um bom filme, acompanhado por algumas cervejas geladas. Naquele momento, percebi que, apesar de ter um coração caloroso, eu podia contar nos dedos de uma só mão quantas vezes eu já disse “eu te amo”.

O amor é tão raro.

Como dizia o poeta, “é um tal milagre encontrar, nesse infinito labirinto de desenganos amorosos, o ser verdadeiramente amado”. São tantos desencontros e poucos encontros. São tantos lábios e sorrisos, tantos corpos, tão poucos romances. Que vai além do frio na barriga. Conecta a alma, arrebata, te faz balbuciar. Que vai além da química. Bestializa.

O amor não é para os fracos.

“É pros que aguentam a sobrecarga psíquica” dizia Bukowski. É pros que tem coragem. É pros sonhadores. É, sem dúvidas, o sentimento mais gostoso. Acordar com um apaixonante bom dia, retribuir com um espontâneo sorriso. Se afogar num abraço, sentir o coração agitado e, ao mesmo tempo, mais calmo. Lembrar dela várias vezes num dia, querer conversar continuamente, compartilhar conquistas e bobeiras, sentir que isso tudo é tão recíproco.

O amor é tão raro.

Se o amor te escolher, retribua.

Ando pelas ruas esperando
Que venha alguma louca
Mais louca ainda que eu
Alguém como eu

 

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