Desculpa por começar o ano com verdades um tanto quanto ácidas. Talvez você queira ler algo mais leve e romântico ou, então, um simples afago, mas, ao invés disso, sentirá uma cariciosa pancada no estômago ao ler esse texto.

Todo mundo tem uma fase meio trouxa.

Daquelas que todo mundo vê, exceto nós mesmos. É como se entrássemos numa bolha, ignorássemos o erro – mesmo tão óbvio – e olhássemos para o futuro sem perceber a cegueira momentânea. Esse período delicado e conturbado, para uns, é curto, para outros, uma eternidade.

E nenhum conselho é válido.

A gente escolhe a pessoa errada e, mesmo assim, se joga. Pula de cabeça numa piscina vazia. Confundimos amor com vontade de amar. Confundimos amor com vontade de transar. Insistimos num sentimento que não é recíproco e, por fim, percebemos que jogamos fora o que temos de mais precioso na vida.

O tempo.

Quando finalmente conseguimos fugir desse caos emocional, levamos cicatrizes invisíveis, um aprendizado ímpar e seguimos para outro grande desafio: amadurecer sem petrificar o coração. Só cabe a nós mesmo ter fé e coragem.

Respirar e acreditar de – peito aberto – num trecho de Machado de Assis.

“Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo, os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados. Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar.

Aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.”

“Mas se você quiser
Alguém pra amar
Ainda

Hoje não vai dar
Não vou estar
Te indico alguém”

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