Não, não nasci feminista. Já quis seguir muitos padrões para agradar aos outros, já quis parecer mocinha comportada, já me preocupei se minha roupa me deixava parecendo uma “vadia”. Já criei rivalidades desnecessárias com mulheres, já julguei comportamentos de mulheres que agiam diferente de mim. Já reproduzi muito machismo.

Mas, eu me tornei feminista. A desconstrução de tudo aquilo que cresci achando certo é lenta, cheia de dúvidas e de conflitos, internos e externos. Porém, é libertadora. Encontrei na equidade de gêneros a certeza de que o melhor que faço é ser sincera com meus sentimentos, minhas vontades e minhas ideias.

E não, elas não são fáceis de serem aceitas. É um processo de conta-gotas, mas que nunca cessa. Dentro e fora, é constante aprendizado. Cada dia é uma nova palavra, uma nova maneira de ver as mulheres, uma nova maneira de lidar com os homens, uma nova mão amiga. O medo, a intimidação e as barreiras não vão embora tão fácil. Mas, encontrei e me reconheci em tantas outras mulheres que só querem ser livres e felizes.

O feminismo é um caminho sem volta. Depois que se abre os olhos não dá mais para fechá-los e se calar. Felizmente. Pois agora já não aceito nada menos do que aquilo que me trate como eu mereço e questiono tudo o que não me parece justo. Agora, vivo consciente de que sim, nós e os homens somos diferentes em vários aspectos, mas merecemos as mesma responsabilidades, a mesma liberdade, iguais oportunidades, direitos e amor.

Não, não nasci feminista. Mas, hoje vejo em mim uma força feminina grande, poderosa e sem fim.

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