Simplesmente complicado. Tanto para explicar em uma mesa de bar, ainda mais se for para transcrever. Mas vamos lá.

Com os meus vinte e tanto anos, ainda não entendo o motivo, razão, causa ou circunstância disso acontecer. Vejo aquela menina apenas no acaso. Pode ser em algum bar de sexta-feira, festa ou mesmo na vasta lista de suas fotos nas redes sociais.

Acabo observando seus passos e sorrisos curiosamente.

Me interesso e minha atenção acaba sucumbindo quando vejo ela conversando com outro cara, se gosta mais de caipirinha ou cerveja e até aquele som gostoso quando ela solta uma gargalhada. Quando entro no Facebook (maldita seja rede social), odeio quando ela é a primeira pessoa que aparece quando curte a foto de “fulano de tal”, mas agradeço quando surge que ela se confirmou em um evento em comum comigo.

Sei lá o que acontece.

Só fiquei com ela algumas vezes. Saímos uma vez para conversar no bar, acabamos ficando e a noite se estendeu até a manhã seguinte. Outra num dia qualquer, nos encontramos em uma festa e bêbados, beijamos por alguns minutos. Depois cada um seguiu seu caminho, rumo ao próximo copo (ou boca).

Ela não tem nada comigo, nem eu nada com ela.

Mas sem saber como explicar, conversamos muito. Quando estamos longe e quando estamos perto. Cuidamos um do outro nesse sentido de “brotheragem”, mas ao mesmo tempo rola uma faísca de pele com pele.

Moça, eu sei que já falei muito esse “sei lá por que”, mas acho que tem um motivo. Deve ser quando você me conta que está vivendo seu presente e eu não faço parte dele, ou quando você faz planos para o futuro e eu não estou lá.

Vai ver eu to encanado.

Quer saber? Vai ver eu gosto de você mais do que eu imaginava. Vai ver mesmo eu to é apaixonado. Deve ser esse o motivo que eu sinto ciúme,

sei lá por que.

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