Inteligente, independente, culta e claro…desapegada.

Quando digo desapegada, não me refiro só a relacionamentos. Ela não liga para luxo, roupas caras e nem para aquela jóia com a propaganda da Gisele. Troca facilmente hotéis por hostels, a primeira classe pela popular e humana classe econômica, os carros emperequetados por seus pés descalços e o mimimi dos encontros sem conteúdo por uma cerveja no boteco, uma coxinha de janta e um bom sexo de café da manhã.

Não faz parte de só um lugar. Ela é cidadã do mundo. Nômade por opção que prefere criar raízes em suas experiências, amizades e memórias. Mas não se engane. Ama sua família mais que tudo na vida, seus olhos enchem de lágrimas de saudade quando lembra com orgulho de onde veio e sabe todo o caminho que ainda quer percorrer.

Se alguns dizem que quem tem limite é município, ela sabe que uma hora o desapego vai diminuir. Nem ela tem interesse em seguir tanto tempo por essa estrada. Quer ter sua companhia, seus filhos e sua casinha simples e aconchegante que sempre sonhou.

Mas até essa hora chegar, não tente pará-la. Só ela sabe o ritmo de suas pernas e de seu coração.

Ela faz falta para quem a ama e a quer perto, mas se a verdade serve de consolo, que ela seja dita: não há nada mais bonito que uma mulher que estampa em seus olhos a pura e bela liberdade de viver.

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