Era final de uma sexta-feira qualquer e eu estava em casa, exausto, reformando meu quarto acompanhado apenas por uma pizza inteira quando recebi uma mensagem de uma amiga.

– Taffa, eu não sei porque você não tem uma namorada. Você é bonito e elegante.

Esse elogio, a princípio, fez com que eu questionasse a sobriedade e a sanidade dela, mas sem hesitar, respondi.

– É que não quero um relacionamento mais ou menos.

Quem já viveu um grande amor, não se contenta com nada abaixo disso. Não faz sentido querer namorar só por causa que ela é linda, por empatia, pra ter companhia ou seja lá o que for.

Não entendo essa necessidade que as pessoas sentem em se apegar.

Uma boa companhia é sensacional. Sei como é gostoso dividir um balde de pipoca enquanto assiste Netflix ou uma breja gelada ao compartilhar sorrisos, beijos, medos e segredos. Dormir abraçado e acordar com um “bom dia” apaixonado.

Mas, antes, é preciso se amar.

Ao invés de sair por aí procurando um romance ou, então, forçando paixões, desencana. Sem apressar. O acaso surpreende. O destino também. Por ora, não crie expectativas. Cresça intelectualmente, espiritualmente e emocionalmente.

Seja sua melhor versão. Seja feliz sozinha, depois compartilhe.

Ah! E quanto a mim?

Eu acredito no amor e quero, sim, me apaixonar. Mas só quando for aquela paixão, sabe? Sentir uma química inexplicável que transcende o corpo, a alma.

Preencher o estômago com borboletas e a cabeça com sonhos. Sentir o coração acelerar, saltar do peito, tropeçar, quase cair. Sorrir à toa, sair de órbita, viajar.

É isso. Eu quero exatamente isso.

O caos emocional.

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