“Reciprocidade é um substantivo feminino que significa mutualidade”.

E com a mesma raridade com que a língua portuguesa escolhe substantivos femininos para expressar-nos, conseguimos experimentar a felicidade de um sentimento recíproco, não é mesmo?

Por isso, fica minha dica para os homens (pré) julgadores de plantão. Sempre que esbarrar com uma alma feminina por aí, perguntei a si próprio antes de julgá-la:

“Será que eu ofereço para ela tudo o que eu gostaria de ter para mim?” Porque…

…Ela não é carente.

Só não espera que você peça por um abraço, um beijo ou um afago para te entregar o que transborda por dentro. Cheia de insegurança, fala aquele eu te amo tímido, em meio à um sorriso de alma pura e receosa, pois a vida insiste em tentar lhe dizer que não existe mais espaço para gente gente que demonstra.

Ela não é fria.

Só não se entrega mais para quem não sabe o que é empatia. Cansou de esperar receber, mesmo sabendo que sempre deu seu melhor de boa vontade e coração aberto, pois foi assim que aprendeu a amar. Não aceita menos do que alguém que saiba se colocar no lugar do outro para entender que as mesmas palavras e sentimentos que curam, também podem abrir feridas.

Ela quer reciprocidade.

Já que não vai deixa de dizer eu te amo de maneira tímida. Nem de te ligar no trabalho para te contar daquela reunião horrível que acabou de terminar. Ou de te acordar no meio da noite com espasmos de quem está sonhando e sente-se totalmente confortável no seu colo.

Ela só quer encontrar quem faça o mesmo por ela.

Ela só quer que seja recíproco.

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