Logo cedo o alarme do celular incessantemente toca e ela, entorpecida de sono, deseja mais cinco minutinhos na cama ou, melhor, o dia inteiro nela. Um tanto quanto assustada, cabelo bagunçado e a cara amassada, ela se arrasta até a cozinha vestindo uma confortável calcinha e uma regata qualquer.

Devora o café da manhã e aprecia a cafeína enquanto responde algumas mensagens de “bom dia”. De lá vai para o banheiro. Toma uma ducha quente, escova os dentes, coloca a roupa e vai para rua – vai para a luta. Por mais fácil que seja se esconder debaixo do cobertor ou, por mais que ela queira, ela é guerreira. Daquelas mais valentes – que batalha, trabalha e estuda.

Ela é da geração de mulheres independentes.

Sonha, sim, em construir uma família. Mas não para satisfazer o marido, criar sozinha os filhos e fazer parte da mobília. Ela é protagonista. Cheia de atitude, ambição e sonhos. Não deseja envelhecer numa cadeira de balanço, não, ela quer viajar o mundo, conhecer gente nova e encarar novos desafios – sem comodismo.

A verdade é que ela transborda personalidade.

Não segue regras cagadas por gerações ultrapassadas. Sabe que o corpo dela é.. dela! Nem sempre sabe o que quer, mas faz sempre o que quiser. Sai pra dançar com as amigas ou, então, com os amigos. Entorna cerveja, vira cachaça, beija se sentir vontade, transa no primeiro encontro se estiver a fim.

Ela é da geração de mulheres incríveis.

Que não depende de homem para ser feliz ou, então, aquietar sua carência. Talvez soe como egoísmo, mas o nome disso é amor próprio – e com o tempo ela foi aprendendo, se fodendo e amadurecendo. Remontou o coração diversas vezes, reinventou-se tantas outras. As adversidades e os desafios transformaram essa menina em uma mulher.

Que ainda vê com os olhos de criança.

Uma criança pressionada que enfrenta resistência e escuta todo dia “mulher não pode isso, mulher não deve aquilo”. E, mesmo distante, sinto que quando você apaga a luz e fecha os olhos, sente seu travesseiro pesando uma tonelada. Que você pensa em jogar tudo pro alto e simplesmente sumir.

Mas, vem cá..

Não desiste, não, tá? Aguenta mais um pouco? Espera eu te dar um abraço apertado e dizer, bem baixinho, ao pé do seu ouvido: menina, você é sensacional e eu não tenho palavras para expressar o quanto te admiro.

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