Quem acompanha o Deles Para Elas deve ter percebido que eu estou um pouco sumido daqui. Tive que me ausentar do blog por um tempo por motivos profissionais, mas os acontecimentos dessa última semana me fizeram voltar a escrever sobre um tema muito importante.

Em menos de 24h, dois casos de assédio sexual foram registrados em ônibus na Avenida Paulista em SP. O primeiro (leia aqui), gerou grande repercussão e revolta nos meios de comunicação e nas redes sociais. O homem, preso em flagrante, já possuía diversas passagens pela polícia por crimes sexuais mas nunca tinha sido condenado. Pouco tempo depois, outro caso foi registrado (leia aqui) e também amplamente divulgado. E quando você pensa que já não é o bastante, um dia depois de detido, o primeiro suspeito é solto pois um juiz do Tribunal de Justiça de SP que “não achou necessário enquadrar o caso como estupro porque, segundo ele, não houve ‘constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça” (leia aqui).

Pera aí, o quê!? 

Não apenas o homem chega ao ponto de cometer um ato doentio como esse, como o nosso sistema é tão fodido que não conseguimos nem manter um ser desses longe das ruas? E esse é apenas mais um dos milhares de casos diários de violência contra a mulher que acontecem no Brasil, registrados ou não.

E é por isso que sim, precisamos do feminismo!

O movimento tem raízes no século 18, tempo da Revolução Francesa, quando mulheres lutaram ao lado de homens e até mesmo por contra própria. Ao longo da história, fica evidenciada a necessidade de luta para conquista de direitos que eram apenas dos homens como: trabalho, voto e liberdade sexual.

Claro que não vivemos mais neste mundo, meu caro amigo. Atualmente, mulheres decidem o rumo de nações, lideram multinacionais bilionárias e ganham cada vez mais espaço na sociedade. Estamos vivendo a era da igualdade então, certo? Errado!

O feminismo está aí justamente para escancarar isso e brigar por igualdade e equidade. Uma pesquisa da Catho informa que homens chegam a ganhar até 62,5% mais que mulheres, quando ambos exercem a mesma função.

O Brasil, hoje, é o quinto colocado no ranking de países com mais crimes de violência contra a mulher. Só em 2015, a Central de Atendimento à Mulher (telefone 180) recebeu quase 750.000 chamadas. O Sistema Único de Saúde (SUS) atende 2,5 vezes mais mulheres vítimas de violência do que homens.

Mas se esses números ainda parecem muito distantes da sua realidade, tudo bem, vamos fazer um exercício simples. Imagine sua mãe, irmã, namorada, esposa. Pense nela andando pela rua e ouvindo insultos (sim, não são elogios ou cantadas) e tendo de mudar de calçada por não se sentir segura. Ou mesmo por não poder sair de casa em determinados horários ou para determinados locais, por medo. Ou que ela fosse a vítima das notícias acima…

É por essas e tantas outras estatísticas e notícias tristes que demonstramos nosso apoio ao movimento feminista. E para você que não consegue levar o assunto a sério e simplesmente zomba por se achar descolado, separe um tempinho para se informar mais sobre o movimento ou, sem precisar ir tão longe, observe o mundo ao seu redor.

Todos nós possuímos atitudes que podem ser revistas. Lembre-se que nada conseguido a força é justo. Isso não gera respeito, gera medo. E ninguém nesse mundo deve viver sob o efeito do medo.

O homem de verdade respeita e valoriza toda e qualquer mulher.

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