Quem já teve a sorte de fazer morada em outra alma, não se satisfaz com um relacionamento qualquer.

Sorte, sim, pois hoje nada mais é feito para durar.

Desde pequenos somos incentivados a conquistar, consumir e descartar. A rotatividade, nossa necessidade de novidade e a abundância de opções nos transformaram em mestres na arte do desapego. Chega a ser instintivo ou, então, mecânico.

Sei lá. Às vezes somos tão egoístas por desejar incondicionalmente a posse de outro corpo para suprir nossos desejos, nossa carência. Agimos por impulso e deixamos pelo caminho corações estilhaçados.

Estamos todos sofrendo em demasia. Sedentos por amor, alimentamos uma ansiedade permanente. Queremos pertencer e, ao mesmo tempo, ter. Alguém para conectar nossos sentimentos mais puros e, talvez, seja esse nosso grande erro: procurar um amor.

Amor não é objeto. Pessoas não são objetos. Talvez devêssemos parar de descartar o que não deveria ser descartado e aprender a valorizar quem está ao nosso lado.

E quanto ao amor? Esquece. O amor, simplesmente, acontece.

 

Autor: Felipe Taffarel

Modelo: Julia Romanini

Fotógrafo: Junior Rossato

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