A sociedade incentiva a competitividade. As pessoas insistem em comparar umas com as outras. Os mais velhos entoam incessantemente com orgulho tuas histórias de sucesso – ou, talvez, suposto sucesso.

“Olha, comecei a trabalhar aos 14 anos vendendo suculentas maçãs na rua de casa, aos 20 e poucos eu já estava casada e tinha dois filhos…” – Tá, e daí? Questiono em silêncio enquanto aprecio meu café matinal sem açúcar, mas sem qualquer intenção de causar uma discussão sobre “conquistas”, finjo demência e demonstro empatia esboçando um meio sorriso.

Ora, Mark Zuckerberg inventou (ou roubou?) a maior rede social do mundo aos 19 anos, Steve Jobs fundou a Apple (suculentas maçãs!) aos 21, em contrapartida, John Pemberton criou a Coca-Cola aos 55 anos e, aos 31, a J.K.Rowling (expectro patronum!) era “só” uma pacata dona de casa.

Eu não preciso chegar onde eles chegaram ou, então, onde você quer que eu chegue – também não existe um tempo exato para alcançar os objetivos pessoais, tampouco conquistar o que “você” acha que “eu” devo. Se aos 14 você estava feliz vendendo maçãs, ótimo, eu estava feliz jogando bola ou, sei lá, comendo terra. Se aos 20 e pouco você estava feliz com teu casório e tua ninhada, legal, mas este não é o meu foco.

Cada ser é um universo complexo.

Minha história é diferente da tua – e de qualquer outra, então, consequentemente, meu caminho a percorrer será outro e, claro, minhas conquistas também. Não queira comparar tua situação atual com a minha, tô feliz e ponto (feliz pra cachorro) e, de coração, espero que você também esteja. Eu não quero ser melhor que você, nem melhor que a J.K.Rowling (expelliarmus!).

Eu quero ser minha melhor versão – e estou no caminho.

Escrito por Felipe Taffarel
Na foto? Eu mesmo ué. Rs.

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