Por vezes, consigo descrever com sensibilidade tua intensidade, insanidade e tua paixão, mas não, não sou capaz de te decifrar. Você é feito água – pode ser volátil ou, então, ebulir. Em poucas palavras? Muda de forma rapidamente, constantemente.

Às vezes, observando tuas fotos com meticulosidade, sinto meu estômago revirar – quase gorfar – ao notar as indiretas-patéticas despejadas sem sucesso, a ausência de brilho em teus olhos e a falta de amor próprio.

Dá uma vontade quase incontrolável de chegar em você, segurar tua cabeça com as duas mãos, chacoalhar e gritar: O que você tá fazendo? Acorda, caralho! Mas não, por ora, não vou interferir. Deixarei você curtir essa etapa melancólica da vida.

Todo mundo tem uma fase trouxa – e é necessário passar por ela.

Quero, de coração, acelerar teu processo de reconstrução. Às vezes anestesiar tua dor, por vezes dar um tapa – com palavras – na tua cara. Quero te acordar e te fazer entender que nem todo homem saberá valorizar tuas inúmeras qualidades e, que isso, é normal.

Você é sensacional – e não foi feita para homens fracos.

Escrito por Felipe Taffarel

Na foto? A Gabriela Sousa

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