Não me leve a mal, mas isso não se trata de carência. Muito menos é uma desculpa sobre não saber esperar, deixar acontecer. Também não é um incentivo banal para mergulhar em qualquer aventura quando não for o momento certo.

Mas é que eu não sei amar pela metade. Não sei me entregar 50%, voar com os pés no chão, começar sem poder terminar. Não consigo, nem quero, controlar um sentimento que só sabe nascer por completo e não merece ser podado ou sufocado, seja por medo ou proteção.

Sou daqueles que se importa, se interessa e se joga de cabeça. Não me conformo em saber que existem aqueles que jogam um jogo de interesse com algo que não é brincadeira: sentimento. Eu vou ligar, mandar mensagem, responder rápido e vou querer encontrar enquanto o coração mandar, mesmo que a razão me traia.

Eu quero dar carinho para poder receber. Me importar de verdade sobre como foi seu dia e estar lá para mover montanhas para lhe fazer feliz. Não ser quem dá um tapinha nas costas e diz “vai dar tudo certo”, mas quem abraça e diz “vamos juntos até o final”.

Eu acredito que o amor vale a pena e, por isso, todo esforço nunca será em vão. Será em prol de um bem maior: nossa felicidade. E não há porquê ter medo de dar errado ou não dar em nada. Aqueles fantasmas do passado continuarão por perto enquanto houver escuridão onde eles possam se esconder. E ninguém além de mim, nenhuma luz além da felicidade vai espantá-los para longe e me trazer paz.

Só ama de verdade quem ama a si próprio, com virtudes e defeitos. E nunca será defeito se entregar para o amor.

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